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Arquivo da Quinta do Paço de Monsul

Description level
Fonds Fonds
Reference code
PT/MD/FAM/QPM
Title type
Formal
Date range
1414 Date is certain to 1865-10-14 Date is certain
Dimension and support
19 liv.; Papel; 3 m.l.
Extents
19 Livros
Holding entity
Museu do Douro
Producer
Família de José António Sarsfield Cabral.
Biography or history
A Quinta do Monsul, situa-se na Região demarcada do Douro, sub-região do Baixo Corgo, implantando-se a meia-encosta do vale de Cambres, freguesia do concelho de Lamego.

Teve como primeiro proprietário Pedro Viegas, que a recebeu de D. Afonso Henriques e a vendeu, em 1201, a D. Teresa Afonso, viúva de Egas Moniz. D. Teresa fundou o Mosteiro de Salzedas, a quem doou a dita quinta. Um vez na posse do Mosteiro foi emprazada em 1331 ao conde de Penela, Afonso de Vasconcellos e Menezes, sendo referida como a «Granja do Moçullo» A próxima referência data de 1469, quando é emprazada a Gonçalo Afonso Coutinho e a sua mulher, Beatriz Dias, referindo o documento a existência de lagares na «Quinta do Moçullo». O prazo feito a Paulo Rodrigues, filho de Ana Gonçalves, e a Leonor Nunes, sua mulher, em 1541, é a primeira descrição da quinta, onde se refere a existência da casa do Paço e de «moradas que forão emprazadas a Gonçallo Afonso». Mais pormenorizado é o prazo de 1758, feito a Ana Rodrigues, viúva de Domingos Leitão, de Armamar. Neste documento a casa era alvo de um pagamento especial e há uma clara distinção entre os edifícios, sendo os mais notáveis o Paço e a Torre, designações que eram na Idade Média atribuídas à morada de nobres ligados ao rei. A atestar a importância desta propriedade na história medieval portuguesa, a existência de uma sentença do rei D. Pedro, datada de 1328, na qual proíbe as «cassadas ou ajuntamentos por qualquer guiza nem notheficaçoes ou outras malfeitorias nas Geiras do Moçullo» Esta mesma resolução foi um dos pontos que o Infante D. Henrique quis esclarecer ao mandar fazer um tombo no Mosteiro de Salzedas, em 1445.

Mantendo-se na mesma família desde o século XIV, com um pequeno interregno no século XIX, esta quinta está hoje na posse de um grande número de proprietários.

O tanque primitivamente situado junto à capela, foi mandado fazer por Gonçalo Afonso Coutinho apresentando a data de 1469. A capela, dedicada a Santo António, instituída em 1599 por Gaspar de Carvalho de Lucena e Leonor Gouveia Leitão, aparece referida no prazo de 1691. Mas ainda não estava construída em 1603, quando este mesmo Gaspar de Lucena empraza a quinta ao Mosteiro de Salzedas.

As grandes obras de transformação da quinta datam da segunda metade do século XIX e do princípio do século XX. Iniciam-se com Luis Guedes de Carvalho Souza e Vasconcellos, que entre outras obras empreendidas entre 1834 e 1879, manda reconstruir a capela, em 1848. Os sinais de prestígio linhagístico da casa estão colocados neste pequeno edifício: a pedra de armas e as ameias. A pedra de armas representa as famílias Guedes e Vasconcelos.

Em 1908 a capela sofreu um restauro da autoria do Eng. Afonso do Valle Coelho Pereira Cabral, proprietário que procedeu a alterações mais significativas. Em 1941, este e sua mulher, Inês Van Zeller Guedes de Carvalho Pereira Cabral, descendente do primitivo fundador (MONTEIRO, Manuel) ainda são referidos como proprietários da quinta (CORDEIRO, J.A.).



Quinta do Cachão

A Quinta do Cachão localizada na freguesia de Vale da Figueira, concelho de São João da Pesqueira, distrito de Viseu, implanta-se na Região demarcada do Douro, sub-região do Douro Superior.

A sua história é relativamente moderna. Só depois da célebre data de 22 de Outubro de 1792, com o rompimento do bloco granítico que atravessava o rio de lado a lado no Cachão e que permitiu a navegação do rio Douro até à fronteira, é que foi possível o aproveitamento dos terrenos nessa região. Por esse motivo a Quinta do Cachão foi por muito tempo conhecida como «Quinta Nova». Terá sido fundada em 1845 pelo Barão do Seixo, começando pela plantação. Nos finais dessa década Constantino do Vale Pereira Cabral adquire a quinta, procedendo em 1853 à construção da adega. Em 1873 o Eng. Afonso do Valle Coelho Pereira Cabral, herda a quinta de seus pais. A construção da casa data de 1910. Após a morte deste, em 1946, a Sociedade Agrícola e Comercial dos Vinhos Messias, S.A. (Caves Messias) adquire a quinta e dois anos mais tarde começa a sua renovação e integração da Quinta do Rei, comprada à «Gonzalez Byass». Em 1973 Messias Baptista, fundador das Caves Messias, retira-se da administração da empresa que passa a ser gerida pelos seus descendentes. Em 1982, a casa sofre uma nova remodelação.



A Casa e Quinta da Ordem situava-se na freguesia “de S.Pedro da Villa da Teixeira, no antigo concelho de Mezamfrio” (AQPM – Livro da história das propriedades do Paço de Monsul, fl. 189), que hoje pertence ao concelho de Baião. A Casa da Ordem teve origem num emprazamento que fez o Mosteiro de Santo André de Ancede em 19 de dezembro de 1582 a Pedro Gonçalves “(…) de huma propriedade que fica sobre a estrada velha que vai de Mezamfrio para Amarante.” (AQPM – Livro da história das propriedades do Paço de Monsul, fl. 189), cujo prazo foi depois sucessivamente revalidado nos seus sucessores. A quinta era composta por “(…) muntas terras de campos souttos leiras montados e moinhos, é digna de munta atenção pella sua grande extencão”( (AQPM – Livro da história das propriedades do Paço de Monsul, fl. 187), e a casa era de cantaria e só foi terminada a sua construção em 1661 por António Fernandes Teixeira, neto de Pedro Gonçalves.

A casa da Ordem ligou-se ao Paço da Quinta de Monsul pelo casamento de Maria Bernarda Barbosa Cabral, filha de Pedro Guedes Pinto Teixeira e de Chrestina Cabral Barboza de Sequeira Rangel, com Bernardo Guedes de Vasconcellos, filho de Fernando José Guedes e de Joanna Raimmundo Pinto ((AQPM – Livro da história das propriedades do Paço de Monsul, fl. 225).
Custodial history
Documentação adquirida directamente da entidade produtora.
Acquisition information
Documentação depositada no Arquivo da Fundação Museu do Douro por José António Sarsfield Cabral, em 14/12/2010.
Scope and content
Documentação relativa à Organização e Constituição da Família, à sua Gestão Patrimonial e Financeira e por último Atividades individuais. Este fundo é ramificado em três secções: a primeira diz respeito ao Paço de Monsul; a segunda, está relacionada com a Casa da Ordem; por último, a terceira abrange documentação relativa á Quinta do Cachão.
Accruals
Fundo fechado. Não se prevê o ingresso de nova documentação.
Arrangement
A organização obedece ao princípio de proveniência e respeito pela ordem original.
Conditions governing use
Reprodução condicionada pelo fim a que se destina, tipo, tamanho e estado de conservação do documento. Custas: Tabela do MD.
Language of the material
Português e latim.
Physical characteristics and technical requirements
Contém documentos em mau estado de conservação.

Contém documentos incompletos. Possui vários livros com fólios com partes ilegíveis, tinta desvanecida e papel muito fragilizado.
Other finding aid
Arquivo Histórico da Quinta do Paço do Monsul: História das propriedades da Caza do

Monsul, 1862.

FAUVRELLE, Natália; ROSAS, Lúcia - Quintas do Douro: as arquitecturas do vinho do Porto. Porto : [Edição do Autor], 1999.

PEREIRA, Gaspar Martins – Quintas do Douro - Arquivos e Investigação Histórica.

Revista População e Sociedade Porto: CEPESE- Centro de Estudos da População,

Economia e Sociedade, 2003.

CORDEIRO, J. Alcino - Quintas do Douro. Régua: Edição de autor, 1941. Reedição,1960.
 
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