F EMP/CGAVAD - Arquivo da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro

Zona de identificação

Código de referência

PT PT/MD EMP/CGAVAD

Título

Arquivo da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro

Data(s)

  • 1756 - 1960 (Produção)

Nível de descrição

F

Dimensão e suporte

9003 livros manuscritos e 1189 caixas com documentação avulsa

Zona do contexto

Nome do produtor

Entidade detentora

História do arquivo

O arquivo da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, foi classificado como parte integrante do Património Cultural Português, ao abrigo do Aviso do Instituto Português do Património Cultural, publicado no Diário da República, II Série, n.º 141, de 21 de Junho de 1988. Esta imposição legal, permitiu a classificação global do arquivo, foram também enunciadas as regras de proteção que o impede de ser "alienado ou enviado para fora do país sem prévia autorização" do Ministério da Cultura. O aviso mandado publicar pelo IPPC impunha ainda ques estes arquivos não fossem "objecto de quaisquer trabalhos de conservação e restauro" sem que a Secretaria de Estado da Cultura os autorizasse. Apesar destas condicionantes legislativas este Arquivo foi alvo de profundas e extensas intervenções,
ainda hoje visíveis através da colagem de etiquetas nos documentos. Estes trabalhos, realizados provavelmente no 3º quartel do séc. XX, refletem a opção por um plano de classificação de origem temática, cuja consequência foi o desmantelamento do arquivo e a perda, praticamente irreparável, da sua organicidade. Após vários anos de indefinição quanto à melhor forma de organizar o Arquivo, em 1999, uma equipa dirigida pelo professor doutor Fernando de Sousa, procedeu à identificação, classificação e listagem dos livros, que constituem uma parte muito significativa do Arquivo, assim como a uma primeira organização da documentação avulsa. No início de 2001, Fernando de Sousa, após ter obtido apoio financeiro do Programa ON da Comissão de Coordenação da Região Norte, com uma equipa que combinava investigadores e arquivistas, iniciou os trabalhos de recenseamento, identificação e inventário, de que este trabalho é o produto final. No 2º semestre de 2002 foi celebrado um Protocolo entre o CEPESE (Centro de Estudos
da População Economia e Sociedade), entidade gestora do projeto e o Arquivo Distrital do Porto, no qual este organismo da administração pública, com competência para superintender técnica e normativamente em todos os conjuntos classificados no âmbito do distrito do Porto, se comprometia, a partir desta data, a prestar apoio técnico nas áreas de organização e descrição do Arquivo da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro.O Arquivo da Companhia, como já referido, foi objecto de inúmeras vicissitudes, que se revelaram particularmente gravosas para a melhor compreensão da integridade da documentação e comprometeram irremediavelmente uma reconstituição orgânica minimamente fiável, que correspondesse à própria produção documental. As mudanças físicas, com as sucessivas alterações do espaço destinado ao Arquivo, e políticos – institucionais, tiveram uma profunda influência no estado de desorganização e desmembramento, a que este Arquivo foi sujeito. Basta lembrar as perturbações criadas com as invasões francesas e o saque a que a Companhia esteve sujeita; a revolução liberal de 1820 e a discussão sobre o fim das instituições privilegiados; a guerra civil e o cerco do Porto, com a existência de
duas Juntas diretivas de tendências opostas e o incêndio dos armazéns da Companhia em 1834. Finalmente, não menos significativo, foi todo o processo de intervenção e desintervenção, resultante da revolução do 25 de Abril de 1974 e a consequente deslocalização física de todo o arquivo.
O Museu do Douro, cuja Lei de criação (Lei n.º 125/97, de 2 de Dezembro), previa já a incorporação deste arquivo no seu espólio, viu eta concretização feita em 2014

Fonte imediata de aquisição ou transferência

Pedro Silva Reis, único e legítimo detentor do direito de propriedade, depositou o arquivo em 18-12-2014 no Museu do Douro.

Zona do conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

O Arquivo da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro reflete toda a história, estruturada e funcionamento da Instituição, a sua secção judicial, a produção e comércio dos vinhos do Douro, assim como das aguardentes e vinagres, as consultas e representações ao Governo e ao Parlamento, as funções e poderes delegados do Estado, etc. É um fundo indispensável para o estudo da história económica, social e institucional da Região e do País.Destacam-se deste arquivo os "Livros de Arrolamentos", que facultam informações sobre todas as adegas da região, proprietários e quantidades manifestadas, e os "Tombos das Demarcações" que constituem o rol das primeiras demarcações de uma região vitícola a nível mundial. Fundo documental fundamental para o conhecimento de um importante período da história do Vinho do Porto e da origem da Região Demarcada do Douro.

Avaliação, seleção e eliminação

Incorporações

Sistema de arranjo

A complexidade do arquivo da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro exigiu a elaboração de um plano de classificação integrando 8 subfundos e 9 secções. As notações com um dígito numérico correspondem a Secções e as de dois dígitos a Subsecções. As séries documentais são numeradas com três dígitos e no caso de terem sido consideradas Subséries são acrescentados mais dois dígitos. A notação alfabética corresponde à identificação de Subfundos

Zona de condições de acesso e utilização

Condições de acesso

Condiçoes de reprodução

Reprodução condicionada pelo fim a que se destina, tipo, tamanho e estado de conservação do documento. Custas: Tabela do MD

Idioma do material

  • português

Sistema de escrita do material

    Notas ao idioma e script

    Características físicas e requisitos técnicos

    Contém documentos em muito mau estado de conservação

    Instrumentos de descrição

    SOUSA, Fernando de (2003) - O Arquivo da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro. Porto: Edição CEPESE - Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade

    Zona de documentação associada

    Existência e localização de originais

    Existência e localização de cópias

    Unidades de descrição relacionadas

    Descrições relacionadas

    Zona das notas

    Identificador(es) alternativo(s)

    Pontos de acesso

    Pontos de acesso - Assuntos

    Pontos de acesso - Locais

    Pontos de acesso - Nomes

    Pontos de acesso de género

    Zona do controlo da descrição

    Identificador da descrição

    Identificador da instituição

    Regras ou convenções utilizadas

    INSTITUTO DOS ARQUIVOS NACIONAIS/TORRE DO TOMBO. PROGRAMA PARA A NORMALIZAÇÃO DA DESCRIÇÃO DE ARQUIVO; GRUPO DE TRABALHO PARA A NORMALIZAÇÃO DA DESCRIÇÃO EM ARQUIVO - Orientações para a descrição arquivística. 1.ª v. Lisboa: IAN/TT, 2006. 124 p. ISBN: 972-8107-88-9." ISAD (G): Norma Geral Internacional de Descrição Arquivística: adotada pelo Comité de Normas de Descrição, Estocolmo: Suécia, 19-22 de Setembro de 1999. Conselho Internacional de Arquivos; trad. Grupo de Trabalho para a Normalização da Descrição em Arquivo. 2ª Ed. Lisboa: Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, 2002.

    Estatuto

    Nível de detalhe

    Datas de criação, revisão, eliminação

    Línguas e escritas

      Script(s)

        Fontes

        Área de ingresso