Zona de identificação
Código de referência
Título
Data(s)
- 1905 - 1956 (Produção)
Nível de descrição
Dimensão e suporte
0,26 ml; 3 Livros e 2 caixas; Papel
Zona do contexto
Nome do produtor
História biográfica
Entidade detentora
História do arquivo
Em 1905, na sequência do decreto de 14 de Janeiro, promulgado com o intuito de fomentar o comércio de vinhos portugueses "incitando e facilitando a organização de companhias vinícolas com privilégios, isenções e garantias de uma alta importância mercantil e de incontestável vantagem pública", a firma Menéres & C.ª decidiu constituir-se em sociedade anónima de responsabilidade limitada, com sede no Porto e estatutos próprios exarados na nota de um notário de Coimbra, com o título de Companhia Vinícola do Porto. Esta Companhia passou a ser herdeira da Casa Menéres & C.ª, fundada em 1867 por Clemente Menéres, e a ter como seu principal fundador o conselheiro Alfredo Menéres. A nova empresa comprava à firma Menéres & C.ª todo o seu ativo, composto de várias marcas comerciais, "recompensas em diversos certames, avultando entre estas o grandprix na exposição de Saint Louis em 1904, concessões de bottle-store e de Wholesale em Joanesburgo, no Transval, 1 166 685 litros de vinho e seus derivados, créditos comerciais, existências nas sucursais de Lisboa e Joanesburgo, material vinário, mobília, maquinismos e utensílios", tudo no valor de 137 2018 353 réis. A Real Companhia Vinícola do Norte de Portugal, atendendo a que no registo oficial dos seus nomes inscrevera, desde 1896, o nome de "Vinícola Porto", que do seu endereço telegráfico constava o nome " Vinícola Porto", e que a Companhia era conhecida de Companhia Vinícola do Porto, quer em Portugal, quer no estrangeiro, baseada na disposição do Código Comercial quanto às sociedades anónimas de que estas devem adotar denominações que não sejam semelhantes ou pré-existentes, a fim de não induzir em erro, recorreu ao Tribunal Comercial do Porto para abrigar a Companhia Vinícola do Porto a mudar de título e a indemnizá-la por perdas e danos. Em audiência de 7 de Dezembro de 1905, foi esta causa julgada improcedente e não provada, tendo sido condenada a autora no pagamento das custas e selos dos autos e procuradoria. Apelou a Real Companhia Vinícola do Norte de Portugal da sentença para o Tribunal da Relação do Porto. antes, porém, da publicação do julgamento da apelação e publicação do acórdão, esta levantou outra questão contra a Companhia Vinícola do Porto, argumentando que a mesma se encontrava ilegalmente constituída. As duas companhias acabaram por estar recetivas a um acordo, acordo esse que , após a assembleia geral extraordinária da Companhia Vinícola, de 19 de Dezembro de 1906, ter decidido a alteração dos seus estatutos e da sua denominação para Companhia vinícola Portuguesa, foi assinado em 14 de Janeiro de 1907. Com sede no Porto, armazéns e escritório em Matosinhos, na Avenida Menéres e uma sucursal em Lisboa, na rua Áurea, tendo como diretores efetivos José da Fonseca Menéres e Guilherme Joaquim Felgueiras, a Companhia Vinícola Portuguesa viu as suas instalações em Matosinhos serem compradas pela Real Companhia Vinícola, libertas de "qualquer contrato de arrendamento", extinguindo-se definitivamente em 1922, ano em que passou a "afiliada" da Real Vinícola. A partir de então, o seu importante depósito de Vinhos do Porto, vindo Já de 1867, assim como as suas marcas "Genuíno Porto", "Reserva Porto", "Vinho Velho do Porto", "Sucesso", "Porto", "Marquês", "Condecorado", "Victoria", "Portugal Velho", "Júlio Dinis", o "Moscatel Douro", "Moscatel Mercê" e "Moscatel especial"; o "Colares", da região do mesmo nome, o "Lagosta" de vinho verde, "Juvenil", "Clarete Normal", "Torres", como vinhos de mesa; os vinhos espumantes "Popular", "Fortuna" e "Banquetes"; o "Quinado Português", o Vermouth Português" e outras marcas de vinhos e vinagres passaram a pertencer à Real Companhia Vinícola do Norte de Portugal.
Fontes e bibliografia: Arquivo da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro; Grémio dos Exportadores de Vinho do Porto. 1948. Vila Nova de Gaia: Tipografia Rocha & Irmão, 1949.
Fonte imediata de aquisição ou transferência
Pedro Silva Reis, único e legítimo detentor do direito de propriedade, depositou o arquivo em 18-12-2014 no Museu do Douro.
Zona do conteúdo e estrutura
Âmbito e conteúdo
Avaliação, seleção e eliminação
Incorporações
Fundo fechado. Não se prevê o ingresso de documentação adicional.
Sistema de arranjo
Este Plano de Classificação foi feito com base no inventário do livro "O património cultural da Real Companhia Velha / Fernando de Sousa... [et al.]. - Porto: CEPESE - Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade, 2005.
Zona de condições de acesso e utilização
Condições de acesso
O acesso à informação é feito nas instalações do Museu do Douro, mediante marcação prévia e sujeita ao horário de funcionamento da instituição.
Condiçoes de reprodução
A reprodução dos documentos encontra-se sujeita a algumas restrições tendo em conta o seu tipo, o seu estado de conservação ou o fim a que se destina e carece sempre de autorização prévia do Museu do Douro, enquadrando-se no Regulamento interno de reprodução de documentos. Está, ainda, sujeita à legislação sobre direitos de autor e direitos conexos.
Idioma do material
português
Sistema de escrita do material
Notas ao idioma e script
Características físicas e requisitos técnicos
Em razoável estado de conservação.
Instrumentos de descrição
O património cultural da Real Companhia Velha / Fernando de Sousa... [et al.]. - Porto: CEPESE - Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade, 2005.
Zona de documentação associada
Existência e localização de originais
Existência e localização de cópias
Unidades de descrição relacionadas
Arquivo da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro
Arquivo da Real Companhia Velha
Zona das notas
Nota
Registo no Livro de Inventário de Depósito - MD/DEP- 00018
Identificador(es) alternativo(s)
Pontos de acesso
Pontos de acesso - Assuntos
Pontos de acesso - Locais
Pontos de acesso - Nomes
Pontos de acesso de género
Zona do controlo da descrição
Identificador da descrição
Identificador da instituição
Regras ou convenções utilizadas
INSTITUTO DOS ARQUIVOS NACIONAIS/TORRE DO TOMBO. PROGRAMA PARA A NORMALIZAÇÃO DA DESCRIÇÃO DE ARQUIVO; GRUPO DE TRABALHO PARA A NORMALIZAÇÃO DA DESCRIÇÃO EM ARQUIVO - Orientações para a descrição arquivística. 1.ª v. Lisboa: IAN/TT, 2006. 124 p. ISBN: 972-8107-88-9." ISAD (G): Norma Geral Internacional de Descrição Arquivística: adotada pelo Comité de Normas de Descrição, Estocolmo: Suécia, 19-22 de Setembro de 1999. Conselho Internacional de Arquivos; trad. Grupo de Trabalho para a Normalização da Descrição em Arquivo. 2ª Ed. Lisboa: Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, 2002.
Estatuto
Nível de detalhe
Datas de criação, revisão, eliminação
Descrição em base de dados elaborada e revista por: Umbelina Silva e Natália Fauvrelle
Línguas e escritas
Script(s)
Fontes
O património cultural da Real Companhia Velha / Fernando de Sousa... [et al.]. - Porto: CEPESE - Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade, 2005.