Livros onde se identificam os terrenos demarcados. Estes tombos dividem-se em três livros: Livro I demarcação até à freguesia de Figueiras; Livro II demarcação da freguesia de Valdigem até à freguesia de Goujuim; Livro III demarcação da freguesia de Santa Eulocádia até à Vila de Távora.
"Livros onde se identificam os terrenos produtores de vinho de ramo. Este tombo foi elaborado pelo juiz conservador da Companhia, José Roberto Vidal da Gama."
"Livros onde se identificam os terrenos demarcados produtores de vinho de ramo, pertencentes ao comissário Manuel Gomes Teixeira e que principiam em Goivães até Ribalonga."
"A Companhia gozava do privilégio exclusivo do fornecimento do vinho de consumo às tabernas da cidade do Porto e das 3 (mais tarde, 4) léguas em redor, assim como a aprovação dos propostos ou taverneiros, privilégio esse que, mais tarde, se estendeu a alguns concelhos do Alto Douro (estatutos de 1756 e alvarás de 16.12.1760 e de 10.11.1772), com o objectivo de evitar que nos armazéns do Porto e Gaia os negociantes adulterassem o vinho de embarque. Na sequência deste privilégio, em 20 de Agosto de 1761, a Companhia foi encarregada de demarcar as respectivas quatro léguas, medidas sobre as estradas que saíam da cidade do Porto, a saber: a primeira estrada, que principiava na Porta da Ribeira, seguindo o caminho de Lisboa e terminava em Quarqueijada de Cima, quase um quarto de légua antes de Santo António de Arrifana; a segunda estrada, que começava na referida Porta e terminava na charneca defronte do bico do Carqueijal, um quarto de légua antes da vila de Ovar; a terceira estrada que tinha início na dita Porta e acabava antes do lugar de Cabeçais, duzentas braças; a quarta estrada, iniciada na Porta de Cima da Vila e que terminava duzentas braças diante de uma capela das Almas situada no cume do monte, que ficava a diante de Baltarinho, entre as freguesias de Baltar e Mouriz; a quinta estrada, que principiava na Porta do Olival e acabava no princípio da Carvalheira, defronte do lugar de Ferreira, freguesia de S. Mamede, na estrada que vai para Braga; a sexta estrada, que principiava na Porta do Olival e acabava nas marcas divisórias dos termos de Barcelos e Vila do Conde; a sétima estrada, que começava na Porta de Carros e acabava na estrada que ía de Guimarães, numa cancela da tapada de João Fernandes Pulha, a sueste da dita estrada, ficando ao noroeste a aldeia de Quinchães, freguesia de S. Salvador de Monte Córdova, por cima do Poço da Macieira. Foi também feita uma demarcação para leste, pela estrada do Douro, que principiava no Cais da Ribeira e acabava na freguesia de Melres, junto à igreja (Certificado de Francisco Xavier do Rego, de 20 de Agosto de 1761)."
"Esta Secção reúne toda a documentação produzida e recebida pela Companhia no que diz respeito aos seus bens móveis e imóveis. O procedimento legal de transferência de propriedade exigia ao tempo, como ainda hoje, que se procedesse ao averbamento da posse, em nome do novo proprietário. A constituição do processo requeria que se reunissem todos os documentos anteriores, comprovativos da posse do antigo proprietário, finalizando o procedimento, com o termo de posse do novo proprietário. A documentação produzida e recebida nesta Secção coloca-nos vários problemas: alguns processos encontram-se incompletos ou desmembrados, não possuindo a data em que se efectuou a alteração da transmissão de posse; temos situações em que apenas nos aparecem peças de processos, com datas anteriores à instituição da Companhia, ou documentos comprovativos da posse de bens de particulares ou empresas. Percebemos, por outras fontes, que esses bens, em dado momento, passaram para a posse da Companhia. Pelos motivos expostos, optamos por dar em data de acumulação, dentro da respectiva série, os documentos ou processos que têm data anterior a 1756, sempre que, de todo, seja impossível reconstituir os processos aos quais originariamente pertenciam e que encontramos desmembrados e incompletos."
Livro onde se escritura os documentos relativos à administração destes bens.
"Documentos comprovativos da detenção e controlo de bens. Inclui propriedades adquiridas, doadas, arrematadas ou que chegaram à posse da Companhia por penhora de bens de devedores. Esta série reúne: títulos de posse de propriedades da Companhia (1693-1920); títulos de posse de armazéns da Companhia (1865-1868); certidões de escritura de doação de bens (1877); partilhas de bens a favor da Companhia (1893-1914); registos de posse de propriedades (1825-1927); índice dos títulos das propriedades da Companhia (s/d); e mapas e relações de bens desta Companhia (1799-1872)."
"Esta Subsecção reúne a documentação produzida e recebida relativa ao expediente geral e à gestão de pessoal da Companhia. Reunimos, ainda, séries com data posterior a 1960, pelas razões já expostas."
"Documentos comprovativos do bom comportamento moral e civil dos funcionários (1783-1833), do cumprimento ou isenção do serviço militar (1758-1839) e atestados médicos (1769-1924)."
"Documentos comprovativos de alteração da posse das acções, designando o novo portador. Esta série é também constituída por documentos escriturados em livro, que registam os averbamentos de acções a partir de 1835."