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Descrição arquivística
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Memorial
PT MD EMP/CGAVAD-CGAVAD-F-010 · SR · 1762 - 1778
Parte de Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro

"Livro onde se registam todas as operações classificando-as, porém, por contas. É um Diário-auxiliar. Inclui o memorial do expediente da Marinha e o memorial de despesa."

Martins da Luz
PT MD EMP/CGAVAD-CGAVAD-H · SF · 1742 - 1903
Parte de Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro

"Este Sub-fundo diz respeito à administração da Casa de José Martins da Luz e Pedro Martins da Luz, confiada a esta Companhia pela carta régia de 31 de Agosto de 1795, de acordo com o plano apresentado pela Junta da Companhia de 6 de Agosto de 1796, para a conservação e administração da referida Casa. Com efeito, já em 1792, a Companhia constituía o principal credor da Casa de José Martins da Luz, rico comerciante e armador de navios que, em 1774, sendo deputado da Junta da Companhia, entregara à mesma 2 000 pipas de vinho de embarque, para aplicar os seus cabedais no negócio das pescarias de Monte Gordo. Em 1792 as suas dívidas ascendiam a 105 823 mil réis, pertencendo, deste montante, à Companhia, 19 575 mil réis. Esta dívida, em 1826, era de 83 154 mil réis. Em Abril de 1852, abriu-se um novo dividendo de 3 % a todos os credores reconhecidos por aquela carta régia. A Companhia devolveu os bens da Casa de Martins da Luz aos seus herdeiros, em 1897, depois de resolvidos todos os problemas financeiros que aquele deixara em vida. (Ver Projecto para o plano que se pretende substituir ao que a ilustríssima Junta da Administração da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro propôs em 6 de Agosto de 1792, para administração das Casas de José Martins da Luz e de seu filho Pedro Martins da Luz e que foi confirmado por carta régia de 31 de Agosto de 1795 e o Relatório da Direcção da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, apresentado à Assembleia Geral dos Accionistas da mesma Companhia, em 20 de Agosto de 1852)."

Mário Joaquim
PT MD PSS/MJ · F · 1930 - 2005

Nascido primeiro de nove filhos de casal modesto e trabalhador (mãe doméstica e pai calceteiro), começa a trabalhar pouco depois de finalizada a instrução primária como aprendiz da arte tipográfica. Ingressa no quadro de pessoal da firma Figueiredo & Correia & Monteiro, Ld.ª, Imprensa do Douro pela mão do sócio José Arnaldo Monteiro.
Iniciou a sua carreira de tipógrafo na Imprensa do Douro, em 1942, quando tinha apenas 12 anos.
Foi nesta gráfica que se imprimiram muitas das obras do escritor João de Araújo Correia.

Cedo contacta com o Dr. João Correia e outro sócio da imprensa, empresa onde cresce profissional e culturalmente no ambiente das Artes Gráficas. O espólio doado inclui as primeiras edições revistas pelo Sr. Mário e verificadas pelo escritor.
Goza o 1.º de Maio (à época e antes do 25 de abril de 74) feriado oficial dos gráficos em excursão da empresa, lidando com os pensamentos do "contra" quer do 1.º encarregado (várias vezes preso pela PIDE) quer dos patrões.

Com apetência pelo saber, lê muito e vê cinema, foi sócio do Cine Clube da Régua.

Fase à experiência profissional adquirida apoia a criação gráfica de algumas capas de livros de João de Araújo Correia a edição de livros de outros autores e ainda ao desenho gráfico do Jornal "O Arrais", aquando a sua fundação.

Apoiou e ajudou quer os filhos quer os de alguns vizinhos na elaboração de redações, à época, bem exigentes.

Foi sempre procurado para dar informações para trabalhos sobre João de Araújo Correia (o médico e o escritor) ou sobre Artes Gráficas, tendo sempre disponibilizado o seu saber e o seu espólio literário.